Trajes

Os trajes do Grupo Folclórico e Etnográfico de Pedro Miguel procuram testemunhar um pouco do que as pessoas da Ilha do Faial, vestiam nos finais do séc. XIX, princípios do séc. XX.

O seu trajar, como podem constatar, é simples e despretensioso como foi o dos nossos antepassados.
O campo fértil dos Açores foi sempre bom para a criação de gado bovino. O homem do campo trajava calças e casaco de cutim, camisa de riscado e calçava caturnos. Tirava o leite quentinho da vaca com o qual a mulher fazia a manteiga numa caneca semelhante.


Como não havia água corrente, a
lavadeira recolhia a roupa para lavar numa celha feita de madeira de cedro e ia para a ribeira ou para uma pia lavar a roupa. Trajava saia desefe, blusa de chita, chapéu de palha e calçava as galochas, também estas, feitas de madeira de cedro.
 


Mas não só do campo viveu e continua a viver o homem da ilha. O mar que nos rodeia é um convite permanente à pesca. O pescador trajava camisa de riscado, colete, barreta e meias de lã, calças de cotim e usava por debaixo destas as ceroulas. Calçava albarcas, feitas de pele de vaca e utilizava o caniço feito de cana de bambu.

 

Mas se o nosso trajar do campo foi sempre simples, no século XIX e em princípios do século XX a moda inglesa e francesa não deixou de entrar na Ilha do Faial, escalada por navios que aportavam ao Porto da Horta e também através da influência de uma das mais prestigiadas famílias da Ilha – os Dabney. Por isso, quem tinha mais posses, podia ter trajes mais requintados como o da figura.


Mas de todo o trajar da Ilha do Faial, também conhecida como a Ilha Azul, devido à tonalidade das hortênsias, o que impressiona os turistas e visitantes é, sem dúvida, o Capote e Capelo. Foi muito usado até ao primeiro quartel do século XX, sendo utilizado mais na cidade, por quem tinha mais posses e por aqui ser mais funcional, podendo, contudo, ser visto no campo. Era uma peça muito cara e fazia parte do enxoval das noivas.